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Quem era Jesus?


Sermão no Monte, de Carl Heinrich Bloch(1877) - Imagem Wikimedia Commons.


Jesus é uma das personalidades mais influentes de todos os tempos. Cristo - o Messias- é venerado no Cristianismo, que é uma das principais religiões do mundo. Mas quem foi Jesus? 

Quem foi Jesus segundo a Bíblia e textos religiosos?


  • Nascimento de Jesus
Jesus nasceu hà mais de 2000 anos, durante a Idade Antiga, em Belém, na Judeia Romana (Mateus 2:1; Lucas 2:4-7) e cresceu na Nazaré, na região da Galiléia, ficando conhecido como Jesus de Nazaré (João 1:45).

Alguns estudiosos debatem se o nascimento em Belém corresponde a um facto histórico ou se os Evangelhos pretendem reforçar a ligação de Jesus à linhagem do rei David e às profecias messiânicas judaicas.

A data exacta do seu nascimento é desconhecida. Embora o calendário cristão tenha sido construído a partir do suposto ano do seu nascimento, a maioria dos historiadores situa-o entre 6 e 4 a.C., antes da morte de Herodes, o Grande.


  • Família de Jesus
Era filho de Maria e de José, que era  carpinteiro (Mateus 13:55).

Jesus teria 4 irmãos ou meios-irmãos: Tiago, José (ou Joses), Simão e Judas, bem como irmãs, cujos nomes não são indicados (Mateus 13:55-56; Marcos 6:3; João 2:12)
. 

Jesus foi o primeiro filho de Maria (Lucas 2:7). 

Tendo Maria concebido virgem através do Espirito Santo (Lucas 1:26-35; Mateus 1:18-25), os irmãos e irmãs de Jesus terão nascido depois de Jesus, deixando Maria de ser a virgem, ou pode colocar-se a hipótese de  terem sido filhos de um casamento anterior de José.

A doutrina tradicional da Igreja Católica e Ortodoxa sustentam a virgindade perpétua de Maria, enquanto algumas igrejas protestantes admitem que ela poderá ter tido outros filhos depois do nascimento de Jesus.

Do ponto de vista histórico e sociológico, seria algo bastante invulgar, que um casal judeu do séc. I não consumasse o casamento, pois a "multiplicação" tinha grande importância na tradição judaica.


  • Origem e Religião de Jesus
Jesus era descendente de David e de Abraão (Mateus 1:1; Mateus 9:27; Mateus 12:23; Mateus 21:9; Lucas 1:32), cumprindo as profecias judaicas sobre a origem do Messias.

Lucas 1:32: O anjo Gabriel diz a Maria que o seu filho receberá o trono do seu pai, David.

Historicamente, Jesus era judeu. Nasceu numa família judaica, foi educado segundo as tradições do Judaísmo do Segundo Templo, frequentou sinagogas, celebrou as festas religiosas judaicas e conhecia profundamente as Escrituras hebraicas.

Quando lhe perguntaram qual era o maior mandamento, Jesus respondeu:

"O primeiro é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus, o Senhor é o Único. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.(Marcos 12:28-31).


  • Profissão 
Jesus trabalhou como carpinteiro, seguindo o ofício do pai José (Mateus 13:55; Marcos 6:3). 
O termo grego utilizado, téktōn, pode referir-se não apenas a um carpinteiro, mas também a um artesão ou construtor que trabalhava com madeira e pedra.

Por volta dos 30 anos, Jesus torna-se discípulo de João Baptista e é baptizado por este (Lucas 3:21-23). 
Pouco depois inicia a sua actividade pública como pregador, mestre e curador (Marcos 1:21-28; Marcos 1:9-15), percorrendo a Galileia e a Judeia.

Jesus era considerado um rabi (João 4:31; João 1:38; Marcos 9:5; Mateus 26:25), que traduzido do aramaico (a língua falada por Jesus) significa professor ou mestre. No Judaísmo do século I, um rabi era um mestre da Lei e um guia espiritual.


  • Mas quem era João Baptista? 
João Baptista e Jesus eram parentes (Lucas 1:36), a tradição cristã aponta para primos.
João Baptista era um profeta escatológico, que anunciava a proximidade do Juízo Final e apelava ao arrependimento dos pecados e à conversão do povo (Mateus 3:1-12; Lucas 3:3-9) e a restauração das Doze Tribos de Israel, por Deus (Mateus 19:28).

Ao aceitar o baptismo do seu mentor João Baptista, Jesus converteu-se ao seu movimento de renovação religiosa e pregou a sua mensagem, embora posteriormente tenha desenvolvido ensinamentos e uma missão próprios.

João Baptista foi preso e decapitado por criticar publicamente o casamento da esposa do irmão de Herodes Antipas, por essa essa união violar a Lei Judaica, uma vez que ela abandonou o marido para casar com o governador Herodes Antipas.


  • A Mensagem de Jesus
Inicialmente, como seguidor de João Baptista, Jesus começa a divulgar a mensagem do seu mestre, anunciando a proximidade do Reino de Deus (Juízo Final), e apelando ao arrependimento dos pecados e à conversão do povo para a sua salvação (Mateus 4:17).

Após a morte de João Baptista, Jesus continua o movimento e desenvolve características próprias, mantendo, contudo, a mensagem fundamental herdada de João da necessidade do arrependimento para a salvação, a iminência do Juízo Final e a restauração de Israel.

Alguns dos novos elementos que Jesus foi introduzindo a este movimento foram:
  • Jesus assume um papel central dentro do movimento, identificando-se como filho de Deus e como o salvador (o Messias);
  • Escolhe Doze Apóstolos, simbolizando as doze tribos de Israel;
  • Promete vida eterna no Reino de Deus aos seus seguidores:
Os crentes receberão casas e terras no Reino de Deus (Mateus 19:29; Marcos 10:29-30), sendo que as crianças, pobres, humildes, mansos, ou seja, os desfavorecidos seriam favorecidos no Reino de Deus (Mateus 5:3-11; Lucas 6:20-23). ​​
  • Jesus estende o seu apelo de arrependimento a pecadores marginalizados, como cobradores de impostos, prostitutas (Lucas 5:32).
  • Realiza milagres, curas, exorcismos e ressurreições, num total de 35.

A mensagem de Jesus enfatiza mais o amor ao próximo, o perdão e a protecção dos mais vulneráveis, já difundida anteriormente por Moisés (Levítico 19:18; Levítico 19:17-18; Levítico 19:14).


  • Os Milagres de Jesus
Jesus praticou vários milagres. Segundo os Evangelhos, curava cegos, paralíticos, leprosos; realizava exorcismos expulsando demónios de pessoas; ressuscitava mortos e realizou outros milagres muito marcantes, como:

- a transformação da água em vinho (João 2:1-11);  
- a multiplicação dos pães e dos peixes para cinco mil pessoas (Mateus 14:13-21);
- caminhar sobre as águas (Mateus 14:22-33).
 - a sua própria ressurreição (Mateus 28; Marcos 16; Lucas 24; João 20).

Moisés, também, havia realizado vários milagres e curas, no entanto, Moisés actuava sobretudo como intermediário de Deus, enquanto Jesus curava directamente pela sua própria palavra ou toque: "Quero; fica limpo" (Marcos 1:41).

Tanto os milagres atribuídos a Jesus como a Moisés serviram para demostrar ao povo o poder de Deus e a autoridade religiosa dos seus mensageiros. 
Contudo, o "Deus de Moisés" também usava a punição e o castigo como forma de persuasão, ao passo que os milagres de Jesus são predominantemente apresentados como actos de misericórdia.


  • O Casamento de Jesus?
Com base na tradução de um manuscrito do séc. III encontrado no Egipto, em 1945, na biblioteca de Nag Hammadi, o Evangelho de Filipe, Jesus poderia ter sido casado ou ter tido uma relação com Maria Madalena. 

O apostolo Filipe menciona que ela era a companhia de Jesus. Pedro refere que Maria Madalena era a mais amada de todas as mulheres. E Filipe conta, ainda, que Jesus a beijava frequentemente.

"A companheira do Salvador é Maria Madalena. O Salvador amava-a mais do que todos os discípulos e beijava-a frequentemente na [...]."

Era e é, ainda, hoje, prática comum os rabinos casarem. Alguns dos apóstolos de Jesus eram casados, como Pedro. Por isso, um eventual casamento de Jesus não seria algo extraordinário no contexto da época.

 Contudo, o Evangelho de Filipe não é reconhecido pela Igreja, que considera que Jesus viveu celibatário. E essa é uma das justificações da Igreja Católica para a obrigatoriedade do celibato dos sacerdotes, que ao representarem Cristo, pregando os seus ensinamentos devem imitar o seu modo de vida.

  • Mas quem era Maria Madalena?
Maria Madalena foi uma das discípulas mais próximas e fieis de Jesus.

Lucas (Lucas 8:3) refere-se a Maria Madalena como uma das mulheres que viajou com Jesus e os apóstolos e ajudou a sustentá-los "com os seus bens", sugerindo que possuía recursos económicos próprios.

Maria Madalena e a mãe de Jesus são as duas mulheres mais mencionadas no Novo Testamento. Maria Madalena é citada mais vezes que os apóstolos.

Madalena é mencionada a testemunhar e a chorar na primeira fila, com a mãe de Jesus na crucificação de Jesus (Mateus 27:55-56), (Marco 15:40-41), (João 19:25).

Permaneceu junto à cruz quando muitos discípulos fugiram (Marcos 14:50).

Madalena é, também, mencionada como a primeira pessoa a quem Jesus apareceu ressurrecto. E que teve a missão de anunciar aos apóstolos a ressurreição (João 20:1 a 18). 

Maria Madalena foi interpretada pelo Papa Gregório I, num sermão de 591, como a mulher pecadora - a prostituta arrependida, mas nada nos relatos bíblicos indica que Maria Madalena tivesse sido prostituta. Em Lucas 8:2, pode ler-se que Jesus realizou um exorcismo a Maria Madalena, expulsando sete demónios.

Em 2016, a igreja católica declarou Maria Madalena como a “Apóstola dos Apóstolos”, reconhecendo sua importância para a história do cristianismo. 


  • Os Filhos de Jesus?
Em 1980, em Talpiot, nos arredores de Jerusalém, arqueólogos descobriram um túmulo com 2000 anos. Nele, existiam dez caixões de calcário. Seis deles tinham inscrições.
  • Um deles tinha o nome hebraico/aramaico "Jesus, filho de José",
  • Outro dizia "Maria",  
  • Outro "Yose",
  • Um quarto ossário tinha a inscrição de "Mateus", 
  • Um quinto , o único em grego, com o nome "Mariamene", 
  • Um sexto ossário com a inscrição - aparentemente de uma criança - tinha gravado o nome "Judá, filho de Jesus".
Estarão estes túmulos relacionados com Jesus? Jesus, José e Maria eram nomes muito comuns e populares naquela época. 

Os evangelhos e as primeiras tradições cristãs não mencionam esposa ou descendentes de Jesus e não há fundamento histórico sólido para afirmar que Jesus teve filhos ou associar o túmulo de Talpiot a Jesus e à sua família.

  • A Condenação e Crucificação de Jesus
Uma das ameaças mais significativas que Jesus representava para os romanos, era a sua capacidade de atrair grandes multidões. Os evangelhos descrevem como grandes multidões o seguiam não só de comunidades judaicas, mas, também, de várias partes do Império Romano. (Marcos 3:7; Lucas 5:15; João 6:2).

Mateus 4:25: "Seguiram-no grandes multidões da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e da região do outro lado do Jordão."

A crescente popularidade de Jesus, aliada à proclamação do Reino de Deus e à sua entrada triunfal em Jerusalém durante a Páscoa, te-lo-à tornado uma possível ameaça para a ordem pública e terá sido considerado um agitador, um rebelde. 

Após ter sido traído pelo seu discípulo Judas Iscariotes, depois da última Ceia (Mateus 26:47-50), Jesus é preso, interrogado pelas autoridades religiosas judaicas, que o consideram culpado de blasfémia por Jesus confirmar ser o Messias  (Marcos 14:61-64). E é entregue ao governador romano Pôncio Pilatos, que ordenou a sua crucificação, sob a acusação  de pretensão ao trono real (João 19:16; Marcos 15:15).

Jesus, entre os 30 a 36 anos de idade, foi violentamente açoitado e humilhado publicamente pelos soldados romanos, que lhe colocaram uma coroa de espinhos,, um manto púrpura e uma cana na mão e o chamram de " Rei dos Judeus^ (João19:2-5; Marcos 15:17; Mateus 27:29).

Pilatos mandou gravar na cruz de Jesus a frrase" Jesus Nazareno, rei dos judeus"  (João 19:19-22; Marcos 15:26). Jesus carregou esta pesada cruz de madeira, onde seria pregado e morreria lentamente em agonia, em Jerusalém, provavelmente por volta do ano 30 d.C. (embora alguns estudiosos defendam 33 d.C.). Essa cruz tornaria-se num.dos principais símbolos cristãos.

O mais irónico é que os carrascos romanos que o executaram como criminoso, três séculos depois, adoptam Jesus como o ^seu" salvador e o  Cristianismo a sua religião oficial.  Difundido-a por todo o Império Romano, que moldaria a civilização europeia durante mais de um milénio e se espalharia mais tarde por todo o mundo.



  • A Ressurreição
Jesus terá ressuscitado dos mortos, ao terceiro dia, segundo o apostolo Paulo em 1 Coríntios 15,  afirmando que Cristo morreu pelos pecados da humanidade, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, aparecendo depois a muitos discípulos.

Segundo Lucas (24:50-53) e os Atos dos Apóstolos (1:9-11), 40 dias depois da ressurreição Jesus ascendeu aos céus.

Os cristãos acreditam que Jesus voltará para salvá-los (1 Tessalonicenses 1:9-10; 1 Coríntios 15:20-28). 

A ressurreição de Jesus é celebrada na Páscoa - a mais importante festividade do cristianismo.


  • Porquê que muitos judeus rejeitaram Jesus como Messias?

Jesus era identificado pelos seus seguidores como o Messias prometido, o descendente do rei David, anunciado nas Escrituras judaicas e aguardado pelos judeus.

Na Bíblia não encontramos nenhuma passagem em que Jesus critique a crença judaica, nem rejeita a Lei de Moisés; pelo contrário, afirma que não veio abolir a Lei, mas cumpri-la (Mateus 5:17). Os seus primeiros discípulos eram maioritariamente judeus e o movimento cristão surgiu inicialmente no seio do Judaísmo.

Contudo, Jesus e os seus seguidores proclamam que "Ele é o Filho de Deus, o próprio Deus" (João 1:14; João 10:36; Marcos 14:61-62).

Em Mateus 16:15-17, quando Pedro declara que Jesus é o Messias, Jesus responde:

 "Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus."

A Divindade de Jesus - A crença de que Jesus era Deus não foi aceite pela maioria dos judeus. Segundo o Judaísmo, nenhum humano pode possuir a perfeição de Deus e, como tal, nenhum ser humano pode ser igual a Deus.

A Santíssima Trindade -  A crença cristã na Santíssima Trindade - de que Deus existe em três pessoas divinas:  Pai, Filho e Espírito Santo, que partilham a mesma essência, mas são um só Deus - poderá soar,  para os judeus, a uma versão refinada de politeísmo, incompatível com o monoteísmo judaico. 
O Judaísmo foi a primeira religião a acreditar na existência de um só Deus.

A Missão do Messias - Além disso, segundo a interpretação judaica tradicional: o Messias deveria tornar-se um rei terreno, restaurar a independência de Israel, reunir as tribos e trazer paz ao mundo. Como Jesus não realizou essas expectativas políticas durante a sua vida, muitos judeus não o reconheceram como Messias prometido.

A Crucificação de Jesus As Escrituras descreviam o Messias como um rei ungido por Deus que libertaria Israel, um Messias derrotado e executado pelos romanos parecia uma contradição. A crucificação de Jesus foi interpretada por muitos como prova de que ele não cumprira essa missão.

Por estas e outras razões, enquanto o Cristianismo interpreta Jesus como o Messias e Filho de Deus, o Judaísmo continua a aguardar a vinda futura do Messias.


  • Quem escreveu o Novo Testamento e Porquê que existem tantas interpretações da Bíblia?
Os evangelhos não foram escritos por Jesus. Terão sido escritos, no século I, cerca de 20 a 70 anos após a morte de Jesus.

A tradição cristã atribui a sua autoria aos apóstolos e aos seus discípulos mais próximos. No entanto, os textos originais do Novo Testamento foram escritos em grego koiné, o grego comum da época, embora Jesus e os seus discípulos falassem sobretudo aramaico.

Ao longo dos séculos, os manuscritos foram copiados, traduzidos e interpretados por diferentes comunidades cristãs.

A tradução para o latim, especialmente através da Vulgata, teve uma enorme influência na tradição ocidental, embora as traduções modernas se baseiem sobretudo em manuscritos gregos e hebraicos mais antigos.

Essa distância histórica, cultural e linguística, aliada às diferentes tradições teológicas, torna difícil uma compreensão totalmente objectiva dos textos, o que ajuda a explicar a existência de múltiplas interpretações da Bíblia.



  • Afinal o que é o Cristianismo?

O Cristianismo nasceu inicialmente, como um movimento interno do Judaísmo e foi-se tornando gradualmente numa religião distinta.

Os primeiros cristãos eram judeus e consideravam a Torá como a sua própria Escritura sagrada.

Jesus e os seus seguidores não acreditavam estar a criar uma nova religião, mas sim a continuar e a cumprir a história iniciada por Abraão, Moisés e os profetas de Israel. Jesus era o Messias anunciado nessas mesmas escrituras.

Por isso, quando o Cristianismo se separou gradualmente do Judaísmo, não abandonou a Torá. Pelo contrário: manteve-a como a primeira parte da sua Bíblia, que passou a chamar-se Antigo Testamento.

O Novo Testamento não substitui completamente o Antigo, mas interpreta-o e apresenta-o como preparação para a vinda de Cristo.

Mais do que abolir o Judaismo, Jesus procurou reformá-lo e aprofundá-lo. Segundo os Evangelhos, afirmou: «Não vim abolir a Lei, mas levá-la à plenitude» (Mateus 5:17). 
Os seus ensinamentos enfatizaram o amor ao próximo, o perdão, a misericórdia e a chegada do Reino de Deus.

Com o passar das décadas, sobretudo através da acção de Paulo de Tarso, o movimento abriu-se aos não judeus e transformou-se gradualmente no Cristianismo, como religião autónoma.

Independentemente das crenças de cada pessoa, a influência histórica e cultural de Jesus é inegável. A sua mensagem moldou civilizações, inspirou obras de arte, movimentos sociais e a vida espiritual de milhares de milhões de pessoas ao longo de dois milénios.



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