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O que Aconteceu aos 12 Díscipulos de Jesus?

A Última Ceia - Leonardo da Vinci. Imagem Pinterest


Discípulo é a pessoa que segue os ensinamentos de um mestre.

Apóstolo é um mensageiro. A pessoa que tem uma mensagem a transmitir. 


Foram doze os discípulos escolhidos por Jesus (Isho ou Yeshua, em aramaico) para o acompanharem, aprenderem os seus ensinamentos e participarem na sua pregação:


  • André (Andreas, nome de origem grega);
  • Bartolomeu (bar-Tôlmay, "filho de Tolmai");
  • Filipe (Philippos, nome de origem grega);
  • João (Yohanan);
  • Judas Iscariotes (Yehudah);
  • Mateus (Mattityahu);
  • Pedro, originalmente chamado Simão, a quem Jesus deu o nome de Kephas ("pedra");
  • Simão, o Zelote (Shim'on);
  • Tadeu, também chamado Judas Tadeu (Tadday);
  • Tiago, filho de Zebedeu, conhecido como Tiago, o Maior (Ya'akov);
  • Tiago, filho de Alfeu, conhecido como Tiago, o Menor;
  • Tomé, também chamado Dídimo (Ta'oma, "gémeo").

Após a morte de Judas Iscariotes, os onze discípulos escolheram Matias (Mattityahu), conforme relatado no Livro dos Atos dos Apóstolos, para restaurar o número simbólico dos Doze.

Paulo (Sha'ul), embora não tenha sido discípulo de Jesus durante a sua vida terrena nem pertença ao grupo dos Doze, é reconhecido como apóstolo devido ao seu extraordinário trabalho missionário na expansão do cristianismo primitivo.

Assim, pode considerar-se que houve catorze figuras apostólicas de particular relevo: os doze originais, Matias — que substituiu Judas — e Paulo. Contudo, do ponto de vista histórico e teológico, o grupo dos Doze corresponde sempre a doze membros: primeiro com Judas Iscariotes e, posteriormente, com Matias no seu lugar.

Além deles, Marcos e Lucas deram contributos fundamentais para o cristianismo. Nenhum dos dois pertenceu aos Doze, mas a tradição atribui-lhes a autoria de dois dos Evangelhos canónicos. Marcos terá sido companheiro de Pedro, enquanto Lucas, médico de profissão, acompanhou Paulo em parte das suas viagens missionárias e escreveu o Evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos.


O que Aconteceu aos 14 Discípulos de Jesus?

Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo em pregação.



Tiago (o Maior - o mais velho)

Tiago, o Maior, era irmão de João. Ambos eram da Galileia e pescadores no barco do pai, Zebedeu. André e Pedro trabalhavam com eles. 
Tiago, o seu irmão João e Pedro formavam o círculo mais próximo de Jesus, segundo os Evangelhos.
Tiago foi o primeiro dos apóstolos a ser executado, morto à espada por ordem de Herodes Agripa I, por volta do ano 44 d.C. É o único apóstolo cuja morte é narrada no Novo Testamento.



André

André era pescador e irmão de Pedro (Simão). Ambos eram naturais de Betsaida, a norte do mar da Galileia.
Foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Conheceu-o através de João Baptista, que, segundo alguns textos cristãos posteriores, poderá ter sido seu parente, embora a Bíblia não o afirme explicitamente. André apresentou o seu irmão Simão a Jesus.
Segundo a tradição cristã, morreu crucificado em Patras, na Grécia, numa cruz em forma de "X", conhecida hoje como Cruz de Santo André.


Bartolomeu

Tradicionalmente, considera-se que Bartolomeu e Natanael são a mesma pessoa. Mas a Bíblia não o explicita. Terá sido apresentado a Jesus por Filipe.
Não existe consenso quanto às circunstâncias da sua morte. Segundo algumas tradições cristãs, foi torturado e decapitado já inconsciente; segundo outras, foi esfolado vivo e posteriormente crucificado, na Arménia.



Filipe  

Filipe era natural de Betsaida, uma pequena aldeia piscatória na margem norte do Mar da Galileia, tal como Pedro e André.  Segundo o Evangelho de João, foi Filipe quem apresentou Natanael (Bartolomeu) a Jesus.
De acordo com a tradição cristã, pregou na Frígia (actual Turquia) e morreu mártir por volta do ano 80 d.C., tendo sido crucificado ou, segundo outras versões, apedrejado e depois crucificado.


João

Natural da Galileia, João era pescador e irmão de Tiago (o Maior). Ambos trabalhavam no barco do seu pai, Zebedeu. A tradição cristã considera João o mais jovem dos apóstolos.
Fazia parte do círculo íntimo de Jesus, juntamente com Pedro e Tiago e estave presente na crucificação de Jesus.
É identificado como o "discípulo amado" no quarto Evangelho (segundo a interpretação tradicional).
Foi perseguido e preso, e, segundo a tradição cristã terá sido exilado na ilha grega de Patmos por ordem do imperador romano Domiciano, onde terá sofrido uma tentativa de execução, lançado num caldeirão de óleo a ferver, mas sobreviveu. Terá escrito o Apocalipse, durante o exílio.
Após a morte do imperador, regressou a Éfeso (actual Turquia) e morreu de velhice, por volta do ano 100 d.C., sendo tradicionalmente considerado o único apóstolo que não sofreu o martírio.
A ele são tradicionalmente atribuídos o quarto Evangelho, as três cartas joaninas e o Apocalipse.



Judas Iscariotes

Judas Iscariotes era possivelmente natural de Quiritote, a sul da Judeia. Era o responsável pela bolsa comum dos discípulos (João 12:6). João afirma que roubava dinheiro da bolsa.
Criticou a unção de Jesus em Betânia, alegando preocupação com os pobres.
Na última ceia, Jesus disse-lhe que ele o ía trair. E ele assim o fez. Recebeu trinta moedas de prata para entregar Jesus e identificou Jesus com um beijo no rosto.
Os Evangelhos apresentam versões diferentes sobre a sua morte: em Mateus, arrepende-se e suicida-se por enforcamento; em Atos, morre após uma queda violenta num campo adquirido com o dinheiro da traição.



Mateus

Mateus, também chamado Levi, era um cobrador de impostos. A sua profissão era amplamente desprezada pelos judeus da época, pois ele trabalhava para o Império Romano, sendo visto como um traidor e corrupto. No entanto, Jesus chamou-o e ele abandonou o trabalho para o seguir.
Existem poucas referências a Mateus na Bíblia. A tradição cristã atribui-lhe a autoria do Evangelho segundo Mateus, no qual é relatado, entre outros acontecimentos, o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. O mesmo episódio também é narrado no Evangelho de João. 
Não se sabe ao certo como morreu. As tradições sobre o seu martírio são variadas: algumas afirmam que foi morto à espada ou apunhalado na Etiópia, enquanto outras situam a sua morte noutras regiões. A falta de fontes históricas seguras impede que se conheçam com certeza as circunstâncias do seu fim.



Matias 

Segundo, o Livro dos Actos dos Apóstolos (capítulo 1), Matias não foi escolhido directamente por Jesus, que havia sido crucificado pelos romanos, mas pelos  discípulos, para substituir Judas que havia morrido. A escolha foi feita por sorteio, entre dois candidatos: José, chamado Barsabás, e Matias.
Matias não fazia parte do circulo mais próximo de Jesus, mas tinha-o seguido desde o seu baptismo
A falta de documentação sobre a sua morte, envolveu-a em lendas regionais, como ter sido apedrejado na Geórgia ou apedrejado por judeus, em Jerusalém, e depois decapitado.



Paulo de Tarso

Paulo, originalmente chamado Saulo, nasceu em Tarso, na actual Turquia, e possuía cidadania romana. Era fabricante de tendas e um judeu fariseu que perseguiu os primeiros cristãos, mas converteu-se após uma experiência que afirmou ter tido com Jesus ressuscitado no caminho para Damasco. Tornou-se um dos maiores missionários do cristianismo primitivo. Percorreu o Mediterrâneo oriental, fundando comunidades e escrevendo cartas, que viriam a integrar o Novo Testamento..
Segundo as Escrituras, enfrentou perseguições, prisões e numerosos sofrimentos durante as suas viagens missionárias. De acordo com a tradição cristã, foi executado em Roma, por volta de 64–67 d.C., durante a perseguição do imperador Nero, sendo decapitado por possuir cidadania romana, um método de execução considerado mais digno do que a crucificação.



Pedro

Pedro, originalmente chamado de Simão, era natural de Betsaida, na Galileia. Era irmão de André e ambos eram pescadores. Fazia parte do circulo intimo de Jesus, juntamente com Tiago e João.
Foi o apóstolo que tentou caminhar sobre as águas, mas começou a afundar quando duvidou e sentiu medo. Na Última Ceia, Jesus anunciou que Pedro o negaria três vezes antes do canto do galo, o que acabou por acontecer durante a noite da sua prisão.
Pedro era casado. Jesus curou a sua sogra de uma febre (Mateus 8:14-15), e 1 Coríntios 9:5 sugere que a sua esposa o acompanhava nas viagens missionárias.
Contribuiu para as Escrituras do Novo Testamento, sendo-lhe tradicionalmente atribuídas a Primeira e a Segunda Epístolas de Pedro, embora a autoria da segunda seja discutida por alguns estudiosos.
Segundo a tradição, foi para Roma e morreu crucificado durante a perseguição de Nero, por volta de 64–67 d.C., pedindo para ser crucificado de cabeça para baixo por não se considerar digno de morrer como Jesus.. É considerado pela Igreja católica como o primeiro Papa.


Simão, o Zelote

Simão é associado a Caná, na Galileia. Recebeu a alcunha de "Zelote" (ou "Cananeu"), o que leva muitos historiadores a crer que, antes de seguir Jesus, teria pertencido ao grupo político dos Zelotes — um movimento judaico radical que defendia a libertação de Israel do domínio romano.
As Escrituras fornecem poucas informações sobre a sua vida ou morte, para além da sua inclusão entre os Doze Apóstolos. Por isso, grande parte do que se conhece sobre a sua atividade missionária e a sua morte provém da tradição cristã posterior.




Tadeu

Tadeu, também chamado de Judas Tadeu, é identificado no Evangelho de Lucas e nos Atos dos Apóstolos como Judas, filho de Tiago. Algumas tradições cristãs interpretam esta expressão como significando irmão de Tiago, enquanto outras entendem que se refere ao seu pai. Por isso, não existe consenso sobre o seu grau de parentesco com Tiago, o Menor.
Não há acordo quanto às circunstâncias da sua morte. Uma das tradições mais difundidas afirma que foi martirizado na região da Mesopotâmia ou da antiga Pérsia, juntamente com Simão, o Zelote, tendo sido morto com machados ou lanças. 



Tiago, o Menor 

Tiago, o Menor (ou Tiago, filho de Alfeu), é uma das figuras menos conhecidas entre os Doze Apóstolos. As Escrituras fazem poucas referências à sua vida, limitando-se sobretudo a mencioná-lo nas listas dos apóstolos. O título de "Menor" pode referir-se à sua idade, à sua estatura ou simplesmente servir para o distinguir de Tiago, filho de Zebedeu.
Não existe consenso sobre as circunstâncias da sua morte. Algumas tradições afirmam que foi apedrejado até à morte em Jerusalém e posteriormente golpeado com um bastão, enquanto outras sustentam que foi crucificado no Egipto. 



Tomé



Tomé, também chamado Dídimo ("gémeo", em grego), é tradicionalmente associado à Galileia, embora a Bíblia não indique a sua terra natal. Ficou conhecido como o "discípulo incrédulo" por ter duvidado da ressurreição de Jesus e afirmado que só acreditaria depois de ver e tocar as suas feridas. Quando Jesus lhe apareceu, Tomé exclamou: "Meu Senhor e meu Deus!" (João 20:28).
As Escrituras mencionam-no em poucos episódios, mas revelam um discípulo corajoso e leal. Quando Jesus decidiu regressar à Judeia, apesar do perigo, Tomé disse aos outros discípulos: "Vamos nós também, para morrermos com ele" (João 11:16).
Segundo a tradição cristã, Tomé evangelizou regiões do Oriente, chegando até à Índia, onde fundou comunidades que ainda hoje reivindicam a sua herança, conhecidas como os cristãos de São Tomé.
De acordo com essa tradição, terá sido martirizado perto da actual cidade de Chennai, por volta do ano 72 d.C., sendo morto por soldados armados com lanças. No entanto, tal como acontece com vários outros apóstolos, não existem fontes históricas contemporâneas que permitam confirmar com certeza as circunstâncias da sua morte.






Imagens Wikimedia Commons.



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