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As Mulheres na História Europeia

A História das Mulheres Europeias




 Pré- História - As Mulheres Europeias Pré- Históricas

Nas pequenas comunidades nómadas, a prioridade era a sobrevivência e a continuação da espécie.

Família - Não existiria a noção actual de casal e família. Apenas de comunidade.
Possivelmente, os nómadas acasalavam entre si, sem compromissos. O que  contribuiria para a protecção da comunidade, pois os bebes nascidos eram da comunidade, e, por isso, era responsabilidade de todos protege-los. De qualquer forma como viviam em pequenos grupos, acabavam por serem todos, realmente, da mesma família genética.
Como não existiam muitos conhecimentos de medicina, a mortalidade era muito elevada, principalmente entre mães e recém-nascidos. 

Funções - As investigações arqueológicas sugerem que homens e mulheres participavam nas actividades de subsistência. Ambos recolhiam plantas, frutos, sementes e raízes, essenciais para a alimentação do grupo, e existem indícios de que, em algumas comunidades, também as mulheres participavam na caça, incluindo a de grande porte.

Medicina - Existem indícios que em algumas tribos, as mulheres, sobretudo as mais velhas, seriam curandeira, detentoras de conhecimentos sobre plantas medicinais e práticas de cuidado.

Religião - A descoberta de enterramentos de mulheres acompanhadas de objectos rituais, sugerem que estas poderiam desempenhar funções religiosas importantes.

Guerra e Defesa - Em alguns enterramentos foram encontradas mulheres juntamente com armas, o que sugere que caçavam animais de grande porte, mas também pode  indicar que poderiam ser guerreiras. 


A certa altura terão começado a acasalar com membros de outras tribos, senão teriam sido extintos por doenças genéticas relacionadas com a continuidade da consanguinidade.

Quando os seus descendentes começaram a fixar-se em terras, com as práticas da agricultura e pastorícia, começaram, também, a organizar-se socialmente de formas mais complexas.

Em comunidades sem Estado, policia ou leis escritas, a força física constitui a última instância de resolução dos conflitos, a superioridade física média dos homens favoreceu a predominância masculina. 

A dificuldade das mulheres em fazer prevalecer a sua vontade pela força física poderá ter sido uma das bases da sua subordinação histórica. 

Com o tempo, essa subordinação institucionalizou-se e foi reinterpretada como inferioridade natural.

E a predominância masculina cristalizou-se em normas sociais, jurídicas e religiosas, transformando uma vantagem biológica numa hierarquia cultural.

A capacidade de fazer prevalecer a própria vontade pela força é inevitavelmente um factor central na distribuição do poder. 


Primeiro veio a dominação; depois veio a ideia de inferioridade para a justificar.





Idade Antiga - As Mulheres Europeias da Antiguidade

Entre as grandes civilizações da Antiguidade, destaca-se na Europa, a Grécia Antiga, onde nasceu a primeira forma de democracia. 

As sociedades gregas antigas eram, em geral, dominadas pelos homens. Em particular Atenas, onde existe mais documentação, o universo da mulher estava centrado na casa e família. A sua principal função era casar, procriar, cuidar da família e das tarefas da casa. A vida das mulheres e a sua sexualidade eram, também, controlada por homens, primeiro do pai e depois do marido.


Religião - Como em quase todas as civilizações antigas, a religião na Grécia era politeísta,  baseada na crença em numerosos deuses e deusas.  Entre as divindades femininas mais veneradas encontravam-se Deméter, Atena e Ártemis.

As mulheres podiam desempenhar funções religiosas importantes. As sacerdotisas dirigiam cerimónias e cultos religiosas, onde canalizavam, através de transes, as vontades e profecias dos deuses, interpretadas por sacerdotes do templo, para orientação da população e de reis gregos. 

Segundo a Mitologia Grega, o rei dos deuses gregos, Zeus, ordenou a criação da primeira mulher, que cedeu à tentação da curiosidade e abriu a caixa de Pandora, libertando todos os males do mundo, permanecendo apenas a esperança.

Educação - Em Atenas, a maioria das meninas gregas não frequentava a escola, a sua educação era uma preparação para o casamento, focada na aprendizagem de tarefas domésticas e na formação da família.
Contudo, noutras cidades, como Esparta, as raparigas recebiam formação física e alguma instrução semelhante à dos rapazes.

Família - Casavam cedo, normalmente, entre os 13 e 16 anos. Os casamentos eram arranjados (negociados) pelo pai, e acompanhados por um dote fornecido pelo pai.  
Esperava-se que fossem esposas obedientes e fieis. Nas famílias mais abastadas, os escravos e escravas realizavam grande parte das tarefas domésticas.

LeiAs mulheres atenienses não possuíam direitos políticos nem autonomia jurídica. Permaneciam sob a tutela de um guardião masculino ao longo da vida. Em matéria de heranças, os filhos homens eram os  herdeiros. Quando não existiam descendentes masculinos, a filha podia tornar-se uma epikleros, sendo obrigada a casar com um parente próximo, como um tio, para assegurar a continuidade do património familiar.

Política - As mulheres não podiam votar, exercer cargos políticos ou participar na vida política.

Entretenimento e vida pública - As mulheres podiam assistir a alguns festivais religiosos, sempre que acompanhadas por um familiar masculino. Mas não podiam assistir ou participar em nenhum outro evento publico, como teatro, jogos Olímpicos, corridas de carruagens. No entanto, tinham o seu próprio evento desportivo, os Jogos de Hera, onde só participavam mulheres.

Escravas - Eram estrangeiras compradas em mercados ou prisioneiras capturadas de guerras. Eram consideradas propriedades que de quem as comprava e poderiam trabalhar na casa ou campo do seu dono. A violação sexual contra uma escrava era considerada dano de propriedade privada. Era crime contra o dono da escrava e não contra a escrava.

Prostitutas -  A prostituição era legalizada e existiam as prostitutas que serviam os homens de classe baixa e as que serviam a classe alta. 
As de bordel, eram de origem pobre ou escravas compradas, exploradas pelo dono do bordel. 
Já as prostitutas de alta sociedade, as hetairas, eram cortesãs instruídas que frequentavam círculos intelectuais e aristocráticos e eram independentes dos homens. 
Mas, regra geral, qualquer prostituta não podia casar; participar de eventos públicos; os seus filhos não podiam receber nacionalidade grega; elas tinham que usar em público uma toga igual ao dos homens para se diferenciarem das senhoras respeitáveis e eram estigmatizadas e excluídas pela sociedade. 

A Idade Antiga terá tido uma duração aproximada de 3000 anos, portanto esta foi a condição da mulher europeia, durante esses milénios, numa das civilizações mais desenvolvidas da Antiguidade, a nível de filosofia, da política e da democracia.


Idade Média - As Mulheres Europeias Medievais

A Europa Medieval era maioritariamente rural e profundamente cristã. A Igreja controlavam todo os aspectos da vida da população.


Religião - a Igreja demonizou as mulheres, através da associação de Eva ao pecado original e à expulsão da humanidade do Jardim do Éden. As mulheres foram acusadas, pela Igreja, de terem provocado o pecado original.

Eva -  a mulher - tentou Adão e levou-o à queda - o homem. As mulheres foram consideradas provocadoras, que tentam os homens constantemente e a fonte de todos os pecados do mundo, qual caixa de Pandora! 

Para se redimir, a mulher deveria ser virtuosa, modesta e sujeita à autoridade masculina, com a Virgem Maria como modelo de pureza e santidade.

As mulheres tinha, portanto, que ser controladas pelos homens ou arruinariam as suas vidas! 

O papel das mulheres foi, assim, remetido às tarefas domésticas e à procriação. Mas, segundo a Igreja e a Medicina medievais, o homem é que colocava a vida na mulher. A mulher, apenas, servia de útero, para essa vida crescer lá dentro. E era atribuída à mulher a responsabilidade de alguma deformidade no seu filho. 

Lei - Juridicamente, as mulheres não eram entidades. O pai e depois o marido eram os responsáveis pelo seu comportamento e poderiam ser julgados pelo crime da mulher, e não ela própria.
A violação sexual de uma mulher era considerado crime contra a honra da família, e dos direitos do seu pai ou do marido. Não contra ela. 
As mulheres solteiras e casadas não possuíam bens perante a lei, mas as viúvas, podiam possuir propriedades e gerir património, até que um filho atingisse a maioridade.
As mulheres eram consideradas inferiores, propriedade do pai, que as sustentavam, preservavam a sua virgindade e reputação, e depois passavam a ser posse do marido, a quem seriam, igualmente, obedientes e lhes daria descendência. Uma vez casada, o marido controlava os interesses da mulher. 
Caso ficasse viuva, seria obrigada a casar com um parente próximo.


Casamento e Família -  Os casamentos eram frequentemente arranjados pelas famílias, sobretudo entre a nobreza. Casavam muito jovens, normalmente com homens mais velhos, com a aprovação do pai e tinham muitos filhos. 
Como a medicina era ainda muito primitiva, a mortalidade era muito alta, principalmente entre as mães e recém-nascidos.  
As demonstrações de afecto em público eram consideradas imorais.



Educação - As mulheres medievais eram analfabetas, com excepções de algumas  nobres e eclesiásticas, que sabiam ler, escrever e inclusive aprender  latim.


As sociedades medievais estavam organizadas em classes sociais. A classe social onde se nascia determinava a sua vida. A sua condição social era hereditária.

 

Mulheres da Realeza

As princesas eram preparadas para assumir os deveres de uma rainha e os seus casamentos, negociados pelo pai, eram estratégicos para formar alianças políticas com outros reinos.
O papel da rainha raramente era político. A sua principal função era gerar herdeiros para o trono, mas, também, manter relações próximas com a Igreja e  administrar a casa real.
Algumas rainhas medievais governavam por direito próprio, ou foram conselheiras muito influentes do rei, mas eram casos raros.


Mulheres da Nobreza

A maioria da nobreza eram senhores feudais. As abastadas mulheres nobres eram dependentes do pai ou do marido. Na maioria dos casos, os seus casamentos eram arranjados pelo pai, com outra família nobre, para formar alianças e aumentar a riqueza, sem ter em conta a vontade da donzela. O dote e a herança das jovens mulheres nobres eram muito importantes para conseguir um bom casamento na nobreza.
Geralmente casavam-se ainda jovens e sua principal função era garantir a continuidade da linhagem.

As nobres administravam as propriedades e supervisionavam servos e vassalos dos seus maridos, quando estes estavam em viagens de negócios ou a combater em guerras. Em caso de morte do marido, podiam assumir a gestão dos negócios do marido., adquirindo uma maior autonomia.

Mas continuavam a ser excluídas da participação política do reino.


Mulheres do Povo

A maioria das mulheres pertenciam ás classes baixas, de famílias pobres. As mulheres do povo, cuidavam da casa, dos filhos, do marido e contribuíam para o sustento da família, trabalhando, também, fora de casa.

Trabalhadoras não-livres - Se nascessem servas, além de serem propriedade do seu pai e depois do marido, eram, também, propriedade do Senhor feudal, o dono das terras e da fazenda ou castelo, onde viviam. A servidão era hereditária de pais para filhos.

Trabalhavam nos campos e cuidavam do gado, juntamente com os seus pais, marido e filhos, do amanhecer ao anoitecer.
Os servos não podiam deixar a propriedade senhorial sem permissão do senhor e podiam ser comprados e vendidos juntamente com a terra. E, em muitos locais, os seus casamentos tinham que ser aprovados pelo senhor feudal. 

Trabalhadoras livres - Podiam nascer de uma família de trabalhadores livres dos campos ou das cidades. 

Se fossem camponesas trabalhariam numa pequena terra arrendada, ajudando os seus pais ou marido. O seu pai ou marido pagava rendas, impostos e taxas aos senhores feudais e os seus casamentos tinham que ser aprovados pelo senhor feudal. 
Algumas mulheres trabalhavam como criadas assalariadas em casas nobres, desempenhando funções como cozinheiras, lavadeiras, costureiras ou amas recebendo um salário.

Se tivessem nascido na cidade, trabalhariam no comércio para os burgueses, como padeiras, artesãs, tecedeiras, vendedoras, taberneiras, etc.
As cidades tinham os seus próprios sistemas legais, proporcionando mais liberdade económica do que o meio rural.
As mulheres recebiam um salário inferior ao dos homens e estavam excluídas de determinadas profissões.




Mulheres do Clero
Dentro do Clero, a possibilidade das mulheres resumia-se a ir para conventos e tornarem-se freiras.
As freiras faziam votos de castidade, renunciavam aos bens materiais e dedicavam-se à oração, estudo e à assistência aos mais necessitados (distribuir esmolas, tutoria de crianças, cuidar de doentes e moribundos).
Usavam uma túnica comprida com um véu a cobrir tudo, excepto o rosto, como símbolo do seu papel de "Noiva de Cristo". 
Os principais motivos das mulheres escolherem a vida no convento seriam: devoção religiosa, ou por não conseguirem casar, ou enviadas pela família para receberem educação, ou por serem viuvas.
As freiras não podiam sair do convento. Com excepção daquelas que prestavam serviço comunitário. As freiras eram lideradas por uma abadessa que tinha autoridade absoluta.
As freiras produziam a própria comida e vestuário. Mas as tarefas mais árduas eram entregues às freiras de origem pobre, como trabalhos agrícolas, limpeza e cuidar do gado. Enquanto as de origem nobre recebiam tarefas como bordar e fiar. Alguns conventos apenas aceitavam freiras de famílias ricas, o que enriquecia o convento. 
As freiras eram mais respeitadas pela sociedade que as restantes mulheres, no entanto, existem bastantes escândalos sexuais com freiras, na história europeia medieval.


Mulheres da Burguesia

Do povo, surge uma nova classe social, pelo fortalecimento do comércio, a Burguesia.

Os burgueses enriqueciam através do comércio, das oficinas artesanais e das actividades financeiras. Algumas famílias acumularam fortunas consideráveis e adquiriram grande influência local.

As mulheres burguesas trabalhavam frequentemente com os maridos e quando enviuvavam, podiam assumir a direcção dos negócios do marido, conservando uma autonomia económica superior à da maioria das mulheres da época.


As mulheres europeias viveram sob estas condições, neste periodo medieval, que terá tido a duração de 1000 anos.


Idade Moderna - As Mulheres Europeias Modernas

A Europa moderna aventura-se ao mar desconhecido e explora novas terras. Já o poder régio atingiu o seu auge, em muitos reinos europeus.

As sociedade europeias continuavam a privilegiar os homens e a vida da mulher continuava, na maioria dos casos, controlada pelo homem, a partir do momento em que nascia até que morria. O casamento, a maternidade e o lar continuavam a constituir as principais funções femininas.

A invenção da imprensa e a difusão do Humanismo e do Renascimento favoreceram o acesso à educação entre as elites femininas. Algumas mulheres destacaram-se como escritoras, artistas, mecenas e intelectuais, embora a instrução feminina continuasse limitada para a maioria da população.

A Inquisição intensifica-se nesta época e milhares de mulheres, geralmente as mais pobres, são acusadas de bruxaria e condenadas a serem queimadas vivas na fogueira, enforcadas ou decapitadas.

As ideias do Iluminismo que ocorrem por toda a Europa, começam a questionar as desigualdades entre homem e mulher e vão ajudar a mudar as mentalidades europeias, que levarão à emancipação da mulher durante a Idade Contemporânea.

Este periodo terá tido a duração de 300 anos.


Idade Contemporânea - As Mulheres Europeias Contemporâneas

A Europa começa a industrializar-se, surgem as grandes cidades e as monarquias são gradualmente substituídas por repúblicas. 

Olympe de Gouges envolvida na Revolução Francesa, escreveu, em 1791 uma Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, que dirigiu à Rainha Maria Antonieta da França.

Em 1792,  a inglesa Mary Wollstonecraft defendeu a igualdade educativa e social para as mulheres em "A Reivindicação dos Direitos da Mulher".

Mas em pleno século 19, as mulheres continuavam sem poder votar, não podiam tomar decisões sobre os seus próprios filhos ou bens e não podiam pedir divórcio.

As mulheres unem-se e organizam manifestações onde exigem ser tratadas como cidadãs iguais aos homens, incluido salários iguais e direito ao voto. Estas manifestações foram lideradas pelo Reino Unido.

Em 1957, a Comunidade Europeia assina o Tratado de Roma, onde os países membros reconheciam que a igualdade de género era um valor fundamental. 

Em 1975, a Comunidade Europeia concorda que a mulher deve receber o mesmo salário.

Em 1979, é eleita a primeira mulher presidente do Parlamento Europeu.

Em 2000, a União Europeia proclama a Carta dos Direitos Fundamentais, que defende a igualdade entre homens e mulheres em todas as áreas.

Política - Só a partir do século 20, as mulheres começaram gradualmente a poder votar nos países europeus. Sendo que a Finlândia foi o primeiro país a permito-lo, em 1906, e Liechtenstein o último, só em 1984.

Educação - A Educação tornou-se obrigatória e gratuita e o professor deixa de ser o padre. 
Actualmente, as mulheres podem estudar e licenciar-se em qualquer área. Mas a educação universitária, apenas, é gratuita em alguns países europeus.  Por isso mulheres e estudantes de famílias mais pobres não tem acesso a melhores estudos e consequentemente não têm acesso a todas as profissões.

Trabalho - As mulheres têm direito à igualdade de oportunidade em todas as áreas e igualdade de salário. 
Para seguir carreiras, as mulheres europeias estão a casar e a ter filhos cada vez mais tarde. 

Casamento - Os casamentos por amor tornaram-se comuns. Embora, entre as classes altas, ainda, se tenha em conta os benefícios que certa união possa trazer.

Entretenimento - As mulheres podem assistir e participar em todos os eventos públicos.

Nas sociedades contemporâneas europeias, as mulheres foram reconhecidas como seres humanos e cidadãs iguais aos homens e os seus direitos estão protegidos pela lei. 

Embora, ainda existam homens e empregadores que contornam a lei. Esperemos que quando estas gerações mais antigas morram, para que morram com elas, também, essas mentalidades antiquadas e opressoras, para que todas as mulheres do mundo possam, realmente, usufruir da igualdade de direitos. 



Conclusão 

Ao longo dos séculos da história da humanidade, as mulheres foram subjugadas às leis e cultura dos homens. Consideradas fracas de intelecto, incapazes de tomar decisões e, por isso, inferiores ao homem, viram-lhes ser atribuído um papel passivo e submisso nas sociedades europeias.

No entanto, em diferentes épocas, várias mulheres desafiaram essas normas e ousaram demostrar ao mundo o seu valor, seja na política, na medicina, nas ciências ou nas artes. Como Cleopatra na Idade Antiga, ou Joana de Arc na Idade Média, Olympe de Gouges na Idade Moderna ou Marie Curie na Idade Contemporânea.

Essas e muitas outras mulheres corajosas lutaram para que as mulheres de hoje possam ser livres, independentes e autónomas. Possam controlar as suas próprias vidas, tomar as suas próprias decisões e ser donas do seu próprio destino.

Inteligência, capacidade de decisão e liderança não dependem do género, se é mulher ou homem. Dependem de cada pessoa e das suas qualidades e competências individuais. Não são determinados pelo género.

As sociedades europeias afirmam que, actualmente, existe igualdade de oportunidade para todos. Mas a verdade é que, apenas, existe essa igualdade de oportunidade para mulheres e homens nascidos em famílias endinheiradas. Sem dinheiro não é possível receber a educação necessária, para ter acesso a profissões em que se participe activamente na vida política, judicial e cientifica da sociedade. Apenas, mulheres abastadas conseguem usufruir plenamente dessa igualdade de direitos.

Ser mulher tornou-se mais fácil, mas nascer pobre continua a ser um obstáculo para as mulheres conseguirem ter acesso à educação e a uma vida melhor, na maioria dos países do mundo.







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