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Mártires da História Portuguesa

 

Guerra Colonial Portuguesa - Imagem Wikimedia Commons


"O homem não morre, enquanto perdura na memória de alguém."


Séc. 15


D. Fernando, o Santo
O Infante D. Fernando, filho mais novo do rei D. João I, foi feito refém pelos marroquinos numa expedição portuguesa a Tanger, comandada pelo irmão mais velho D. Henrique, o Navegador,  em 1436.
Os marroquinos cercaram os portugueses e permitiram que os portugueses reembarcassem, mas com a condição de devolver Ceuta, que tinha sido tomada em 1415. Essa condição nunca foi satisfeita e D. Fernando acabou por morrer na prisão em Fez, em 1443.



Bartolomeu Dias 
Foi o primeiro navegador a contornar o Cabo das Tormentas, em 1488, abrindo o caminho marítimo para a Índia. Depois, rebaptizado como cabo da Boa Esperança. 
Dois anos depois, morreu num naufrágio, junto do cabo que ajudará a passar, na África do Sul.



Diogo Cão
Foi um dos primeiros navegadores a alcançar a foz do rio Congo e a estabelecer contacto directo com o Reino do Congo, durante a exploração da costa ocidental de África, durante o século 15.
Desapareceu, sem deixar rasto, durante o segundo grande ciclo de exploração da costa africana.





Séc. 16


Francisco de Almeida
Foi o primeiro vice-rei da Índia portuguesa e através das suas políticas e batalhas, como a de Diu, tornou Portugal, o reino dominante do comércio no Indico, durante décadas.
Morreram, também mais cerca de 60 ou 70 portugueses da sua comitiva, durante essa paragem da armada portuguesa, para abastecer água.
Morreu em 1510, na Baía da Mesa, perto do Cabo da Boa Esperança, em combate com populações locais, durante a viagem de regresso a Portugal, após terminar funções de Vice-Rei. 



Fernão de Magalhães 
Navegador português, que planeou e liderou a primeira volta ao mundo, por mar, ao serviço da Coroa Espanhola. Ao longo dessa expedição descobriu e atravessou o Estreito de Magalhães, ligando o Atlântico ao Pacífico, deu o nome ao Oceano Pacifico e a sua viagem provou que a Terra é redonda.
Foi morto em combate por uma tribo local, da ilha de Mactan, nas Filipinas, em 1521, durante essa expedição de circum-navegação.




Cristóvão da Gama
Foi um comandante português que liderou uma campanha militar, para ajudar o reino cristão da Etiópia contra forças invasoras muçulmanas, em 1541.
Com um pequeno exército português (400 soldados), conseguiu várias vitórias importantes no início da campanha, resistindo a um exército muito superior em número.
Cristovão da Gama foi capturado, torturado e executado após a derrota na batalha de Wofla, em 1542.




Rei D. Sebastião 
O jovem rei de Portugal, de 24 anos, liderou a sua primeira missão -  a conquista de Marrocos, mas morreu em combate, na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578.
O seu corpo nunca foi encontrado. Por isso, foi simbolicamente sepultado em 1582, no Mosteiro dos Jerónimos. 
A sua morte causou uma grave crise política, que levou ao fim da independência de Portugal, em 1580.



Séc. 20

Rei D. Carlos I
Foi rei de Portugal entre 1889 e 1908, e durante o seu reinado tentou modernizar Portugal, que passava por forte crises económica e política. 
Foi assassinado, a  tiro, a 1 de Fevereiro de 1908, no Terreiro do Paço, em Lisboa, juntamente com o seu filho, o príncipe herdeiro Luis Filipe. Este regicídio foi cometido por membros de um movimento republicano radical, que pretendiam derrubar a monarquia e implantar a república em Portugal.


Os Soldados Portugueses da Primeira Guerra Mundial
A 9 de Abril de 1918, 20.000 soldados portugueses, da 2.ª Divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), exaustos e mal abastecidos, enfrentaram um ataque surpresa de 100.000 alemães, no campo de Batalha de La Lys, na actual Bélgica, sob intenso bombardeamento e ataques de gás venenoso. 
O CEP, a unidade portuguesa, estava sob comando britânico, mas a ajuda britânica chegou tarde.
Os soldados portugueses estavam na linha da frente e essa linha defensiva foi quase totalmente destruída em poucas horas, abrindo caminho para o avance alemão.
Mesmo assim, houve resistência portuguesa suficiente, mesmo sob condições extremamente desfavoráveis, para atrasar o ataque alemão. 
Cerca de 6.000 baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos e aproximadamente 7.000 foram feitos prisioneiros pelos alemães (alguns morreram).
O sacrifício português ajudou a ganhar tempo para reorganizar a linha aliada britânica.
Um dos heróis mais lembrados é o soldado Aníbal Milhais (“Soldado Milhões”), que cobriu a retirada de companheiros.




Os Soldados Portugueses da Guerra Colonial
O Estado Novo tentou manter o império colonial português, enquanto grupos locais lutavam pela independência. 
O que resultou em 13 anos de Guerra do Ultramar, que aconteceu em três frentes: Angola (1961), Guiné (1963) e Moçambique (a partir de 1964).  
800 mil militares portugueses foram mobilizados para a guerra. Dos quais morreram aproximadamente 8 a 10 mil e dezenas de milhares ficaram feridos. 
Além de militares, também muitos dos civis portugueses, residentes nas colónias africanas, foram vitimas da guerra.
A guerra terminou com a Revolução de 25 de Abril de 1974, após a qual o novo regime iniciou o processo de descolonização.



"O homem não morre, enquanto perdura na memória de alguém."






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