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| Imagem Pixabay |
Tavira foi um entreposto fenício à quase 3 mil anos, uma importante cidade islâmica chamado Tabira, uma vila da Ordem de Santiago, e um dos principais portos do Algarve nos séculos 15 e 16.
Tavira assenta, hoje, sobre mais 2 mil anos de ocupação continua.
Cada camada deixou marcas, que ainda podem ser vistas nas ruas, nas igrejas e no traçado urbano.
Quando caminhamos pelo castelo, pela igreja de Santa Maria ou pelas estreitas ruas do centro histórico, estamos literalmente a caminhar sobre várias cidades sobrepostas. Debaixo das pedras medievais existem estruturas islâmicas, por baixo destas, existem vestígios ainda muito mais antigos.
Tavira assenta literalmente sobre várias Taviras sucessivas:
Uma Tavira da Idade do Bronze,
Uma Tavira Fenícia,
Uma Tavira Islâmica,
Uma Tavira Medieval Cristã,
e Uma Tavira Moderna
Cronologia de Tavira
Idade Antiga ( Bronze) - 1000 a 800 a.C.
Primeiros povoados na colina de Santa Maria.
Comunidades agrícolas e piscatórias.
- Período Fenício ( séc. 8 a 6 a.C.)
Comerciantes fenícios (Líbano) estabelecem um entreposto.
Fenícios constroem muralhas, santuários e dois portos.
Tavira torna-se um dos primeiros centros urbanos da Península Ibérica.
- Período Tartéssico
Declínio e deslocação do povoamento (Séc. 5 a 1 a.C.)
A região continua habitada , mas perde importância.
- Período Romano (1a.C. a 5 d.C.)
O principal centro romano da região é Balsa, perto da actual Luz de Tavira.
A área de Tavira mantém ocupação, mas é Balsa que próspera.
Idade Medieval
- Período Islâmico (séc. 8 a 11)
Surge a cidade de Tabira.
Árabes constroem Alcáçova, castelo, muralhas, mesquitas e bairros urbanos.
Desenvolvimento da agricultura, comércio e porto.
Tavira torna-se uma das principais cidades de Gharb al- Andalus.
Tavira torna-se capital de um pequeno reino taifa independente, em 1146.
Poucos anos depois é integrada pelos Almóadas.
- Reconquista Cristã (séc. 13)
Episódio dos 7 mártires de Tavira - 7 Cavaleiros da Ordem de Santiago foram mortos nas Antas, perto da Luz de Tavira ,pelos mouros, durante um periodo de tréguas. Como vingança D. Paio Peres tomou Tavira de forma sangrenta.
Paio Peres Correia e a Ordem da Santiago conquistam a cidade aos mouros , em 1239 ou 1242.
D. Afonso III concede foral à vila, em 1266.
D. Dinis manda reconstruir e reforçar o castelo, em 1292.
Idade Moderna
- Apogeu de Tavira ( séc. 15-16)
Tavira torna-se a cidade mais importante do Algarve.
Grande porto de pesca e comércio.
Participação nas expedições ao Norte de África.
Construção de igrejas, conventos e casas senhoriais.
D. Manuel I eleva Tavira a cidade, em 1520.
- Época de Grande riqueza ( séc. 16-17)
Exportação de sal, vinho, figo, amêndoa e peixe.
Tavira tem cerca de 20 mil habitantes, sendo uma das maiores cidades portuguesas da época.
Guerra da Restauração - reforço das defesas da cidade ( 1640 a 1668).
Grande descrição de Tavira devido ao Terramoto de 1755.
Muitas igrejas e edifícios são reconstruídos em estilo barroco.
Idade Contemporânea
Declínio de Tavira ( séc. 19)
Declínio gradual do porto devido ao assoreamento
Crises da pesca do atum
Emigração e perda de importância económica
Desenvolvimento do turismo, durante o séc. 20.
Século 21
Tavira afirma-se como uma das cidades históricas mais preservadas do Algarve.
Economia baseada no turismo, serviços, salinas, pesca e agricultura.
Escavações arqueológicas revelam importantes vestígios fenícios sob o Palácio da Galeria, mostrando que a origem da cidade é muito mais antiga do que se pensava.
